O faturamento líquido da indústria de autopeças acumula retração de 12,6% no acumulado de janeiro a julho, na comparação com os primeiros sete meses do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Sindipeças, com base em pesquisa realizada com empresas associadas, que representam cerca de 29,1% do quadro da entidade.
Puxa para baixo o faturamento a receita com as vendas para as montadoras, 22,1% inferior no período. A queda, elevada, foi insuficiente para manter as contas do setor em alta, mesmo com o crescimento de 5,2% nas vendas para o mercado de reposição e de 15,9% nas exportações em reais – em dólares a receita com as vendas externas apresentou recuo de 12,1%.
Completam os dados o valor faturado com as vendas intrassetoriais, aquelas realizadas de fornecedor para fornecedor. De janeiro a julho houve queda de 21,4% nessa modalidade, reflexo do desaquecimento da indústria e da economia em geral.
Segundo o Sindipeças o nível de emprego do setor recuou 11,3% de janeiro a julho, comparado com igual período de 2014, e a capacidade ociosa bateu 39,6% no fim de julho.
Em volume de produção as indústrias de autopeças recuaram 10,6% no acumulado, bem abaixo dos 20,2% de queda na fabricação de veículos – os dados usados pela entidade são os do IBGE.
O Sindipeças agora trabalha para, se não reverter, ao menos aliviar os resultados negativos do ano. Na segunda-feira, 14, e terça-feira, 15, a entidade organiza em sua sede, na Zona Sul de São Paulo, a 7ª edição do Projeto Comprador, parte do programa Brasil Auto Parts coordenado em parceria com a Apex-Brasil.
Compradores internacionais e fabricantes brasileiros participarão de rodadas de negócios para alavancar as exportações de peças nacionais. O evento se repetirá na quinta-feira, 17 e sexta-feira, 18, em Caxias do Sul, RS. Mais informações podem ser encontradas em http://www.sindipecas.org.br/sindinews/PorDentroSetor/2015_Setembro_VII_Projeto_Comprador.pdf.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias